Vivemos um momento inédito na história. A pandemia causada pelo novo coronavírus causa impactos econômicos sem precedentes e, o mercado imobiliário precisa se trasnformar para vencer mais esta crise. Neste espaço, iremos compartilhar conteúdos para refletirmos, orientarmos e, acima de tudo, para que possamos superar esta crise de forma coletiva e colaborativa. Se você também quiser contribuir, entre no grupo clicando em "faça parte" e envie seu conteúdo.

A saída para esse momento é a união.

Assista agora como foi a nossa Mesa Redonda Virtual sobre tendências no setor residencial com a sócia da Brain Inteligência Corporativa, Tizi Weber:

Fábio de Almeida Vasconcelos  da FAV propaganda, gravou este vídeo que foi disponibilizado para nós, do grupo Mulheres do Imobiliário divulgar, com a sua devida autorização.

Um caso fortuito ou força maior

 

É muito comum no âmbito imobiliário, se ouvir o termo “’caso fortuito ou força maior”, para determinar fatos previsíveis ou não pelo incorporador ou construtor, que geram um ou mais efeitos/consequências inevitáveis.


Essas ocorrências quando previsíveis, muitas vezes estão contempladas em contratos, principalmente os contratos de construção, e com os demais empreiteiros da obra, para resguardar o CONTRATANTE quanto a garantia de entrega de produtos, serviços / mão de obra, em prazos factíveis e com a boa qualidade de um produto.


Tidos por alguns como sinônimos e por outros como termos técnicos distintos, os conceitos de caso fortuito e força maior se assemelham e significam a existência de uma situação inevitável.


Neste sentido, podemos admitir que o coronavírus é considerado um caso fortuito pois, é algo totalmente imprevisível, diferente de casos de força maior seriam previsíveis (ex: tempestades, raios, guerras, manifestações etc).
Não se recorda na história recente de situações que geraram toques de recolher globais como está ocorrendo com essa pandemia. Existe uma grande chance de que futuramente a jurisprudência considere que o coronavírus se caracterize como caso fortuito e força maior, para alguns casos.


Para incorporadores e construtores pensando na condição econômico e empresarial, onde há mão de obra alocada, em que os pagamentos são realizados conforme a medição de alguns trabalhos, a paralização dos mesmos, decorrente de uma pandemia, pode gerar consequências muito grandes, não só na esfera trabalhista, por prejudicar os funcionários pelo não pagamento do trabalho, mas pela não entrega no prazo, do serviço contratado, podendo gerar greves e pleitos na justiça ainda não mensuráveis.

Do ponto de vista social, a gestão de risco da exposição de muitos colaboradores que estão em obra, em escritórios, em campo, em órgãos públicos em fase de aprovação, faz com que todos os empregadores devam minimamente seguir a recomendações do MPT, conforme a Nota Técnica Conjunta Nº 02/2020 – PGT/CODEMAT/CONAP.


Neste sentido, é polêmico, mas razoável dizer que, parece ser menos gravoso, a preocupação com o atraso de entrega de futuras unidades para clientes que podem estar em vias de recebimento de suas unidades / frações imobiliárias, pois a Lei de Incorporações 4591/64, prevê em seu artigo 45."a", a possibilidade da entrega do imóvel ocorrer em até 180 dias da data estipulada, portanto, entendo que futuramente, o coronavírus também poderá ter causado impacto no âmbito imobiliário, por ser motivo de alegação por justificativa de atrasos das obras e entregas dos apartamentos.


Mesmo assim, as cautelas jurídicas são necessárias para se minimizar riscos. Além disso, o futuro é incerto e o transcurso do tempo impede que medidas preventivas sejam tomadas. O ideal é buscar orientação especializada e, com isso, minimizar os riscos futuros.


Andréa Alves Caine

Membro Mulheres do Imobiliário

Advogada 

 

Desconstrução Cultural

 

Em um país, com mais de 200 milhões de habitantes, onde culturalmente todos já temos uma opinião formada, normalmente passando de geração em geração, de repente tudo precisa ser mudado de uma hora para outra. 

 

Que confusão! Esta é a ideia de muitos. Para outros, “Que ótima oportunidade!” assim eu posso ganhar meu espaço.

 

Pois bem, o mercado imobiliário é um dos mais atingindo até o momento. 

 

Depois de anos de recessão, tudo parecia bem, economia voltando para os eixos, juros baixando a fim de dar mais oportunidade para a população conquistar casa própria ou mesmo entrar no mundo dos investimentos, tudo isso acontecendo a moda antiga. Plantões de venda, cliente visitando decorados pessoalmente e somente algumas empresas voltadas para criar um caminho, uma nova forma de compra e comunicação usando a tecnologia.

 

Todos os mercados estão se adaptando cada vez mas a este mundo, e esta bola está sendo cantando a alguns anos para que verdadeiramente as imobiliárias, construtoras e principalmente os corretores de imoveis procurem mais sobre este novo mundo, novas tecnologias a fim de agilizar seus processos e deixar o cliente cada vez mais próximo sem estarem presente.

 

O Coronavírus (COVID19) é um inimigo para nossa parte física, mas pode ser um grande aliado para o mundo no sentido de construção de um novo olhar para a tecnologia principalmente, novas formas de trabalhar, novas formas de levar seu produto ao mundo.

 

No mercado imobiliário, a cultura daquele padrão de venda ainda é o mesmo, pelo menos até antes da pandemia ser declarada, corretores nas ruas, nos telefones fazendo contato com clientes com muitos papéis nas mãos, abordando, divulgando e na maioria das vezes em um mundo corrido que vivemos, ou pelo vivíamos até agora, ninguém tem tempo de parar pra ver verdadeiramente do que se trata. Neste momento é preciso ser muito bom em gatilhos mentais pra prender a atenção das pessoas na rua e trazer o cliente pra você.

 

Mas e aqueles poucos vendedores que estão na internet, como vivem? 

Captando tanto quanto um corretor padrão, pois aprenderam a fazer  a internet trabalhar para eles. Leva muita informação, imagens, conhecimento, consegue ter mais conexão e empatia com o cliente virtual se mostrando verdadeira autoridade e muitas vezes conquistando aquele cliente que pensou em procurar o do panfleto de rua, mas deu preferência para o online que está mais acessível.

 

Em um mundo aonde 3.9 bilhões de pessoas usam a internet e só no Brasil com mais de 200 milhões de habitantes 127 milhões usam a internet, você já pensou como pode ser seu alcance usando a internet como sua principal aliada nas vendas?

 

Usando a tecnologia, não levamos somente mais informação ao cliente, mas vendemos tempo, algo que está cada vez mais escasso nos dias de hoje. Pela internet, as pessoas conseguem ver e analisar possibilidades com mais tranquilidade e de onde estiverem.

 

A desconstrução cultural vinha acontecendo gradativamente e em um piscar de olhos tudo que caminhando a passos lentos, precisou mudar. Se antes as pessoas não viam a importância de se conectar virtualmente, hoje devido a este vírus que vem nos ameaçando, é necessário encarar as coisas de outra forma. Trabalho, contato com a família, diversão, tudo online, tudo virtual.

 

Vamos usar o tempo para turbinar nossas redes de produtos e conteúdos e para que ainda não compartilha desse mundo, leiam mais, estudem mais, aprendam sobre outros caminhos a serem utilizados, principalmente o da internet. 

 

Não é o fim do mundo, mas é o fim de alguns pontos de vistas enraizados em nossa cultura que é tão mista, mas antiquada e que agora estamos sendo obrigados a ver o mundo de outra forma e nos adaptar a esta nova realidade.

 

Tudo em excesso se torna uma praga, mas em doses moderadas pode ser a fonte que você precisava. Nós não podemos viver sem uns aos outros no corporativo e na vida, comunicação é a base de tudo.

 

Não é hora de história triste, é hora de nos ajudarmos, fazermos nosso papel em comunidade, utilizarmos o tempo da melhor forma principalmente para novos aprendizados.

 

Esta é mais uma fase do mundo, que vai passar, mas todo aprendizado vai ficar.

 

Cristiane Silva

Membro do Mulheres do Imobiliário

Especialista no mercado imobiliario; Desenvolvimento Imobiliario; Gestão de Negócios; Estudante de Direito; Criadora do @HelpImobi; Marketing de Conteúdo

O impacto do corona vírus na comercialização 

 

Hoje vivemos uma realidade nunca antes experimentada por pessoas que, como eu, estão na faixa dos 40 anos, muito menos pelos mais novos!

 

As empresas estão tendo que se adaptar a essa situação, abrindo mão de procedimentos que eram suas bases de trabalho. No mercado imobiliário não é diferente, as empresas dependem das vendas e para vender, precisam ser apresentados aos clientes, ter contato, mostrar empatia para conquista-los e realizar o negócio. Como agir na realidade de hoje?

 

Muitas empresas tem disponibilizado a possibilidade do home office mas, isso serve na maioria das vezes, para trabalhadores das áreas administrativas, jurídicas, financeira, mas... e os corretores?

 

Esses trabalhadores incansáveis, estão tendo que mudar sua rotina também, estamos vendo que agora as visitas sem agendamento estão praticamente proibidas, somente estão sendo atendidos clientes que tenham agendado previamente, mas também estão sendo atendidos de forma virtual.

Como assim?

 

Fazendo contato com chamadas de vídeo, tours virtuais entre outras opções que a internet oferece.

 

E as mulheres desse setor, como estão enfrentando a nova rotina, com filhos fora da escola, em quarentena dentro de casa?

Como se espera, estão se desdobrando, entre o atendimento ao cliente, a rotina de trabalho em home office, atendem às necessidades de seus filhos, maridos, se preocupam com seus pais, irmãos e cumprem sua jornada com a presteza e excelência de sempre, pois ainda tem que provar que são capazes de ser profissional, mãe, esposa, dona de casa!

 

Todos os setores de mercado estão sendo e ainda serão afetados diante da pandemia instalada, mas o setor imobiliário atravessará dilemas ainda desconhecidos, posto que o comércio de um modo geral será o setor mais atingido com as medidas de segurança que estão sendo impostas. Além do que existem prazos legais para entrega de obras e unidades!

 

Os departamentos dentro das empresas do ramo imobiliário daquelas empresas que não pensavam em trabalho com o home office, ainda estão se organizando, determinando diretrizes a serem seguidas, fazendo testes entre seus funcionários para ver qual o melhor protocolo a ser adotado, mas vê-se que a maioria está se esforçando para que o bem-estar de todos seja o máximo preservado.

 

Os departamentos jurídico e de RH são questionados a todo momento sobre como a empresa deve proceder, se tal determinação está dentro do que a lei permite, se pode causar problema futuro, se o funcionário pode ser prejudicado, se pode conceder férias...

 

O futuro ainda é incerto, mas algo bom se vê nisso tudo, são os trabalhadores se unindo para o bem maior, para que o faturamento não sofra tanto, para que as vendas continuem e que todos tenham onde continuar a trabalhar.

 

Thais Belluomini

Membro Mulheres do Imobiliário

Advogada imobiliária

 

 
A lição que um vírus nos trás 

 

E de repente tudo mudou: projetos profissionais, casamentos e viagens adiado para quando ninguém sabe ainda.

Foi assim, neste fim de verão de 2020, que tudo mudou radicalmente.

Uma crise diferente de todas as outras, nem a nossa geração e nenhuma outra que está aqui presenciou. E só sabemos quando e onde começou, mas não sabemos quando e onde irá terminar. Ninguém tem essa resposta.

 

E como em todas as crises de outrora, o Mercado Imobiliário é sempre muito impactado, pois sempre vem à incerteza do amanhã em tomar uma decisão tão importante que é a compra de imóvel pois, embora o imóvel seja um bem garantido, também é um bem que precisa ser muito bem planejado para se adquirir.

 

Mas, como em tudo, podemos ter o lado positivo e tirar boas lições, aprendemos com as crises anteriores que ela leva e trás, o mais importante para o profissional do mercado imobiliário não é ter emprego e sim empregabilidade, estudar e se atualizar sempre neste mercado tão mutável.

 

Infelizmente ou felizmente não é primeira e não será a última crise que vivenciaremos, mas podemos sim aproveitar este tempo para nos unir, nos ajudar, estudar e se atualizar. E, com certeza, estamos vislumbrando um divisor de águas em nossas vidas e também em nossas carreiras pois, a maioria não tinha a noção de como funciona um Home Office e o poder da internet e da tecnologia ao nosso redor, muitos não usam a ferramenta tecnológica ao seu alcance para as coisas produtivas.

 

Então, sejamos bem-vindos ao novo. Embora muitos ainda não tenham se dado conta, a vida é imprevisível, mas acreditem: isso pode ser bom!

 

 

Tatiane Braga

Membro Mulheres do Imobiliário

Analista de Crédito Imobiliário 

 

Grupo Mulheres do Imobiliário respeita a diversidade, a liberdade de expressão das participantes e repudia com veemência qualquer tipo de intolerância e preconceito, em todas as suas formas. Desde 2019 quando foi fundado, o grupo atua na mobilização de mulheres profissionais do ramo imobiliário, para fortalecer uma cultura que não apenas tolere, mas respeite e discuta amplamente os temas atinentes ao mercado imobiliário em todos os níveis, além de discutirmos os direitos de profissionais que possam estar vulneráveis à discriminação e ao preconceito. Desta forma, é importante reiterar que qualquer manifestação pessoal, equivocada ou não, feita pelos participantes do grupo, não reflete o posicionamento do site e do Grupo Mulheres do Imobiliário.