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TENDÊNCIA

 

O varejo físico não está morto e nem vai morrer

 

A Apple abre cada vez mais pontos físicos com um investimento enorme na arquitetura de suas lojas; empresas digitais, como Amazon, estão trabalhando bem focadas em estratégias de Real Estate e lojas físicas e marcas digitais como Westing e Amaro estão indo direto para modelos de Guides Shops.

 

É evidente que o comércio eletrônico continua crescendo, mas o Census Bureau estima que os números do varejo digital ainda representem menos de 10% do varejo total. A Harvard Business Review defende que a cada 50 anos ,o varejo passa por uma grande interrupção e mudança, com novo modelos e estratégias. Yep...A hora chegou! O varejo está em reinvenção mais uma vez.

 

O Consumidor é o centro, claramente podemos dizer que o sucesso se resume em 3 fatores: conveniência, espontaneidade e experiência. As lojas de departamento trouxeram tudo sob um mesmo teto, os shoppings de bairro oferecem até lojas de carros e agora o comércio digital permite que as pessoas façam uma compra enquanto esperam a sua consulta no médico. Porém, cada um desses formatos não pode ser apenas funcional e trabalhar de forma independente, ele deve ser acima de tudo imersivo, eles devem estar conectados. O modelo antigo falava de experiência de compra como um evento centrado na loja, mas com o ominicanal temos que pensar a experiência como um evento centrado no consumidor, seja ele na loja física, on line ou em um espaço de brand/pop-up. Portanto, a chave para a sobrevivência tem menos a ver com "digital vs físico" e mais sobre colocar clientes no centro das estratégias das empresas e construir operações que possam atendê-los efetivamente, seja lá onde eles estiverem.

 

Os clientes podem fazer uma compra de qualquer lugar, a qualquer momento, 24 horas non-stop. Então o que temos que mudar é o foco como operações de varejo e entender o que o cliente realmente quer. A tendência Showrooming está aí e veio para ficar e nada mais é do que o novo modelo de lojas físicas ou o que chamamos de Guide Shops. Os clientes podem interagir com a marca e produtos, conhecer novos tendências, conversar com a departamento de produto e sugerir ajustes ou até mesmo co-criar, consultar o embaixador da marca (e não mais apenas um vendedor!), experimentar, realizar estornos e trocas e acima de tudo criar um novo vínculo e ligação emocional com a marca. O cliente pode até comprar, na loja física! Mas a grande diferença está no modelo de operação.

 

Os guides shops deixam de ser lojas e passam a ser salas de exposições e relacionamento, onde não há estoque ou inventário, mas sim a experiência e o serviço que os clientes desejam. Isso permite lojas menores e grandes economias nos investimentos, menos gastos com aluguel e mão-de-obra necessárias para gerenciar as operações. Continuar usando métricas antigas de R$/ m² também não cabe mais nesse modelo. Hoje, os varejistas precisam medir e melhorar a experiência na loja e há uma ampla gama de tecnologias que podem ajudar. Rastrear produtos por tags RFID para saber se os clientes simplesmente não estão mostrando interesse em um item específico ou se eles estão sendo levados para o provador e depois descartados, sensores dentro da loja que podem ser usados para gerar mapas de calor para melhorar o layout. Saber onde as pessoas estão parando, qual o display chama mais atenção, ele reverte em compra ou não? As telas touchscreen também podem ser usadas para investigar quais informações os clientes mais querem saber sobre um determinado produto. Uma variedade de estratégias, como compre on-line e retire na loja ou experimente na loja e continue comprando on-line. No final, trata-se de otimizar a experiência, independentemente de onde a transação realmente ocorre.

 

Já que as necessidades dos consumidores mudaram e seu comportamento também, o mercado deve mudar e os varejistas devem ser cada vez mais inovadores fazendo uso de toda a tecnologia que está na nossa mão. Tirar o foco da venda da loja física e fornecer uma experiência imersiva, construir relacionamento com os consumidores de sua marca é criar uma gama de oportunidades infinitas! Varejistas de vestuário podem se tornar guias de estilo. A melhor parte é que essas estratégias também podem reduzir o estoque e os custos de aluguel, ao mesmo tempo que expandem o alcance de marcas a centros urbanos menores e mercados emergentes que ainda demorariam para ter acesso a produtos e marcas das grandes cidades. O varejo físico não está morto e nem vai morrer. Ele só está se reinventando ou sendo reinventado pelo novo consumidor.

 

Ana Lubianca

Membro Mulheres do Imobiliário desde 2019

Arquiteta com especialização em marketing, varejo, hospitalidade e brand experience, participei de projetos para marcas como Luigi Bertolli, Drinkfinity e Adidas, passei por marcas como JohnJohn e nos últimos anos atuei na Nike, na área de store development. Atualmente faço parte do time de implantação da Start up Selina. Quero cada vez mais criar e desenvolver projetos de varejo e hospitalidade diferentes e inovadores.

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A mobilidade no foco do investidor

 

Estamos em um momento de renovação total em todas as direções e para o mercado imobiliário não é diferente. É ele quem dita as tendências da economia, além de ser um termômetro do poder de compra da atualidade e perfil dos novos compradores.

 

E o que está acontecendo neste momento?

 

Século XXI, tecnologia em alta, jovens cada vez mais antenados e independentes financeiramente, com poder de escolha e de compra cada vez mais alto. A sociedade mudou, velhos hábitos e sonhos estão se adaptando cada vez mais as mudanças do mundo.

 

Antigamente o sonho das famílias era ver filhos casados e com diploma de faculdade, a preferência era Medicina ou Direito, e dos filhos casados era casa própria e desta união netos, e o final feliz era poder chegar em casa sentar a sombra de uma árvore frutífera e curtir sua família o resto do dia, a única preocupação era manter comida na mesa, contas pagas e uma profissão. Bons tempos estes!

 

Claro que ainda temos muita gente com este pensamento e desejo de “The End e viveram felizes para sempre” de uma parte da população ainda, mas os tempos mudaram e muitos começaram a trilhar um caminho diferente.

 

O tempo passou e tudo foi mudando, hoje os filhos estão cada vez mais solteiros, se relacionando mais tarde, pensando em procriação mais tarde. E em relação a trabalho, hoje o empreendedorismo esta cada vez mais à flor da pele da nova geração.

 

A população está cada vez mais ativa, com sonhos e desejos diferentes de alguns anos atrás, com o advento do poder descoberto por muitos, os hábitos mudaram. Hoje trabalhamos mais. A busca por qualidade de vida para se encaixar nesta correria toda é muito maior e ao chegar no final do dia a conversa é outra, querem diversão por perto, chegar em casa rápido para assistir séries na internet, viajar, conhecer outros lugares, aliás não só ao final do dia como no início, hoje o que está ditando a decisão de compra de um imóvel é a MOBILIDADE.

 

Nos grandes centros urbanos, morar longe do trabalho tornou-se um grande empecilho para a recolocação de pessoas. Todos estão buscando cada vez mais casa próxima do trabalho. Tempo sempre foi dinheiro e ninguém quer perder dinheiro.

 

Trânsito, cheiro de combustível, ônibus e metrô lotado, desgaste mental, poluição nada disso está nos planos da nova geração. Hoje em dia o que queremos? Vou me incluindo, menos tempo no trânsito, mais agilidade no deslocamento, conseguir dentre todos os compromissos, tempo para cuidar do corpo, da mente, da saúde, se divertir, ter acesso à internet e conseguir ter contato físico com as pessoas, sim isso mesmo, contato com amigos, família, por isso a MOBILIDADE é a palavra de ordem.

 

Baseado em todo este apanhando de informações do perfil dos grandes centros urbanos principalmente, chegamos ao porquê dos lançamentos desse novo formato de moradia, os ESTÚDIOS, são imóveis de até 37m2 com todos os serviços básicos compartilhados, até mesmo carros, todas as informações concentradas em aplicativos, sempre localizados nos melhores pontos da cidade. Bicicletários estão dominando o lugar dos estacionamentos. Pay per Use, nome dado aos serviços coletivos nos prédios, facilitam ainda mais a vida do morador. Bicicletas e patinetes são os novos meios de transporte, mais barato que o ônibus ou metrô, e te permitem mais rápido.

 

Algumas incorporadoras estão se especializando neste tipo de projeto pois, é a bola da vez e assim será a tendência, imóveis menores, mais eficientes, próximo de metrô, próximo do trabalho, próximo da diversão, entretenimento e assim por diante.

 

Bom, estamos falando bastante deste tipo de imóvel para moradia, mas sabe quem também está se esbanjando neste tipo de projeto? Os investidores, sim sim sim.

 

Os estúdios são os mais procurados visando a rentabilidade. Há incorporadoras que estão abrindo seu leque de negócios e se especializando também em administração de imóveis de longa e curta estadia.

Funcionam assim: vendem pela incorporadora e oferecem o serviço para o comprador onde, por sua vez, ele não terá nenhuma preocupação a não ser checar sua conta quando o imóvel estiver ocupado, este sistema funciona principalmente para os imóveis que chamamos de nR (Não Residenciais).

 

O mercado imobiliário está se transformando cada vez mais. Os imóveis sempre foram fonte de garantia seja de um lar ou mesmo de renda para quem tem o seu, hoje em dia está cada vez mais valioso, mas não só por ter o próprio, mas por ter um ativo com alta liquidez.

 

O mercado volta a aquecer, isso é um sinal claro da nossa mudança no país. Este é o momento de investir ou mesmo comprar o seu (imóvel). Juros caindo cada vez mais, todos os bancos com ofertas diferenciadas para financiamento, o valor dos imóveis muitas vezes sendo trabalhados no limite de valor da região. A construção civil a todo vapor, as opções estão cada vez maiores e melhores.

 

Consultem, pesquisem, conheçam bem as incorporadoras, região do imóvel, banco para financiamento, juros, todos os detalhes e sejam felizes em sua decisão. Este é o momento. Estudem o mercado e consultem sempre um especialista.

 

Cristiane Silva

Membro Mulheres do Imobiliário desde 2019

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